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Quanto custa uma loja virtual, do plano às taxas por venda

Quanto custa uma loja virtual depende de quatro contas: a mensalidade da plataforma, a taxa da plataforma por venda, a taxa do meio de pagamento e a criação da loja. Em outubro de 2026, os planos de Shopify e Nuvemshop iam de grátis a quase R$ 2 mil por mês. As taxas por venda crescem junto com o faturamento.

Quem pergunta quanto custa uma loja virtual quase sempre está pensando só na criação. A criação é paga uma vez. A plataforma e as taxas chegam todo mês, e crescem junto com as vendas.

Este guia separa cada conta, com os preços oficiais das plataformas conferidos em outubro de 2026.

Quanto custa uma loja virtual, conta por conta?

São várias contas pequenas. Algumas você paga uma vez, outras todo mês, outras a cada venda.

Conta O que é Quando você paga
Plataforma O sistema onde a loja fica: vitrine, carrinho, pedidos Todo mês, ou por ano com desconto
Taxa da plataforma Percentual que a plataforma cobra sobre cada venda, em alguns planos A cada venda
Meio de pagamento Taxa do cartão, do Pix ou do boleto, mais parcelamento e antecipação A cada venda
Tema O visual da loja, pronto ou feito sob medida Uma vez, ou grátis nos temas básicos
Apps Avaliação de produto, frete, recuperação de carrinho, nota fiscal Quase sempre por mês
Domínio O endereço da loja Por ano
Frete Etiqueta e envio, por pedido A cada envio
Criação Montar a loja, cadastrar, integrar e testar Uma vez por entrega

Some tudo isso antes de olhar só o preço do plano. Muita loja escolhe pelo plano mais barato e paga mais em taxa.

Quanto custam as plataformas em outubro de 2026?

Os valores abaixo são do pagamento mensal. No pagamento anual, as duas plataformas cobram menos por mês.

Plataforma e plano Mensalidade Taxa da plataforma por venda
Shopify Basic R$ 99 Pode haver, se usar provedor de pagamento de terceiros; varia por plano
Shopify Grow R$ 269 Idem
Shopify Advanced R$ 1.999 Idem
Shopify Plus A partir de US$ 2.300 Idem
Nuvemshop Começo Grátis 2%
Nuvemshop Essencial R$ 69 2%
Nuvemshop Impulso R$ 164 1%
Nuvemshop Escala R$ 449 0,7%

Fontes: Shopify Brasil, página de preços, e Nuvemshop, página de planos e preços, ambas consultadas em outubro de 2026.

Dois detalhes que mudam a conta. Na Nuvemshop, a taxa por venda cai a zero se você usar o meio de pagamento da própria plataforma, mas aí entra a taxa de processamento dele (Nuvemshop, outubro de 2026). Na Shopify, a página de preços avisa que pode haver taxa de transação ao usar provedor de pagamento de terceiros, sem dizer o valor na página (Shopify Brasil, outubro de 2026). Peça o número exato antes de decidir.

A Tray também é bastante usada no Brasil. Quando consultei a página de planos, em outubro de 2026, ela mostrava preço promocional ao lado do preço cheio. Prefiro não cravar valor aqui. Olhe a página no dia em que for decidir.

Como fazer a conta antes de escolher o plano?

A fórmula é simples: mensalidade + (taxa da plataforma × vendas do mês) + taxa do meio de pagamento.

Um exemplo com os números oficiais da Nuvemshop, pra uma loja que vende R$ 10 mil por mês usando outro meio de pagamento:

  • Essencial: R$ 69 + 2% de R$ 10 mil = R$ 269
  • Impulso: R$ 164 + 1% de R$ 10 mil = R$ 264

Abaixo de R$ 9.500 por mês em vendas, o Essencial sai mais barato. Acima disso, o Impulso. A taxa do meio de pagamento vem por cima, nos dois casos.

Faça essa mesma conta com o seu faturamento esperado e com cada plataforma que estiver olhando.

Quanto o meio de pagamento cobra?

É a conta que mais varia e a que menos gente compara. Ela tem três partes:

  • Taxa por método. Cartão de crédito costuma custar mais que Pix e boleto.
  • Parcelamento. Venda parcelada tem taxa maior, e alguém paga isso: você ou o cliente.
  • Prazo pra receber. Receber antes custa uma taxa de antecipação.

Eu não coloco valor aqui porque cada meio de pagamento negocia de um jeito, e a taxa muda com o seu volume. Peça a tabela completa, com parcelamento e prazo, antes de assinar.

Tema pronto ou loja sob medida?

Tema pronto é a escolha certa pra muita loja. Abre rápido, custa pouco e já funciona no celular. O limite aparece quando a marca quer kits, combinações ou uma vitrine que conte a história do produto de um jeito que o tema não permite.

Loja sob medida faz sentido quando o visual e o caminho de compra são parte da venda. Ou quando a loja precisa conversar com WhatsApp, planilha e sistema de vendas. Pra mim, o critério é um só: se o tema pronto leva o cliente até o carrinho sem atrito, use o tema.

O que entra no preço da criação?

Criação não é só deixar bonito. Costuma incluir:

  • Estrutura da vitrine e das páginas de produto.
  • Cadastro de produtos, kits, fotos e descrições.
  • Ligação com o meio de pagamento e com o frete.
  • Teste no celular e no computador, do produto ao pagamento.
  • Treino pra você mexer no dia a dia: preço, banner, produto novo.

Eu não publico faixa de preço porque cada loja pede uma coisa. O orçamento vem por escrito depois do diagnóstico, junto com o prazo.

Que custos aparecem depois que a loja abre?

  • Apps que vão sendo somados, cada um com mensalidade própria.
  • Nota fiscal e controle de estoque, que muitas vezes pedem um sistema à parte.
  • Renovação do domínio todo ano.
  • Ajustes quando a plataforma muda alguma regra.
  • E o maior de todos: levar gente até a loja.

Loja sem visita não vende. Anúncio, conteúdo e WhatsApp entram no custo de verdade. Pra quem já vende pelo WhatsApp, o guia como automatizar o WhatsApp da empresa mostra os caminhos oficiais e o que a Meta cobra.

Quando não vale pagar por uma loja sob medida?

Quando você está começando e ainda não sabe quais produtos vendem. Quando tem poucos produtos e um tema pronto resolve. Quando quase toda venda fecha numa conversa de WhatsApp, e um catálogo bem feito dá conta.

Nesses casos, comece num plano básico ou grátis. Valide a venda primeiro. A loja sob medida vem quando o tema virou o gargalo.

O que eu já construí?

São mais de 10 e-commerces e sites que eu construí, todos no ar, entre eles loja completa ligada à Shopify, com vitrine, kits, carrinho e pagamento. Construo pensando primeiro no celular, porque é nele que a pessoa vê o anúncio e decide. Um exemplo é a loja da Biotha, marca de suplementos, contada no case da Biotha.

Como eu trabalho, do diagnóstico à entrega, está em criação de loja virtual e site. Se a loja precisa de um sistema por trás, o guia quanto custa um sistema sob medida explica do que esse preço é feito.

Perguntas frequentes

A Shopify cobra em dólar?

Os planos Basic, Grow e Advanced aparecem em reais na página de preços da Shopify Brasil. O Plus aparece em dólar (Shopify Brasil, outubro de 2026). Apps e temas comprados à parte podem ter cobrança em outra moeda, então confira cada um.

Vale mais vender em marketplace do que ter loja própria?

Depende do momento. Marketplace traz gente que já está procurando produto, mas cobra comissão por venda e o cliente é mais dele do que seu. Loja própria dá trabalho pra atrair visita, só que a base de clientes fica com você. Muita marca usa os dois.

Posso trocar de plataforma depois?

Pode, mas dá trabalho: produtos, clientes, pedidos antigos e endereços de página precisam ser levados com cuidado pra não perder visita do Google. Por isso vale escolher olhando o faturamento de daqui a um ano, e não só o de hoje.

Quanto tempo leva pra uma loja ficar no ar?

Com tema pronto e poucos produtos, dá pra abrir rápido. Loja com visual próprio, kits e integrações leva mais. No meu caso, o prazo vem escrito no documento junto com o orçamento, e a primeira entrega pode ser uma versão menor que já vende.

Loja virtual vende sozinha?

Não. Loja é a vitrine e o caixa. Alguém precisa levar gente até ela, com anúncio, conteúdo, WhatsApp ou marketplace. Inclua esse custo na conta antes de abrir.

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